terça-feira, 16 de março de 2010

Informativo Econômico de 16 de março



Após a tensão com a Grécia, que reduziu o apetite por risco dos
investidores globais, os mercados voltaram a operar com maior
liquidez e otimismo na semana passada. Mas, reproduzindo a
advertência do economista _Maurício Molan_, do Santander, em sua
análise desta semana, por concordarmos inteiramente com ela,
reforçamos: _o maior risco nessas horas é subestimar o próprio
risco._
Os mercados estão altamente voláteis e ora exageram para um lado,
ora para o outro, refletindo um cenário macroeconômico que no
curto
e médio prazos ainda é permeado por indicadores contraditórios e
alguns importantes desafios. As contas públicas e a política
monetária das economias centrais estão aí para serem
equacionadas.
Mas, neste momento, os palyers estão inclinados a desconsiderar os
riscos. Os preços dos ativos parecem embutir novamente o cenário
de
que o período pós-crise terá poucos solavancos e uma
recuperação
econômica sustentada nos Estados Unidos com juros baixos por um
longo tempo.
Em nossa avaliação, o cenário mais provável para 2010 e 2011 é
o de uma recuperação moderada da atividade, com a retirada gradual
e lenta dos estímulos monetários e fiscais nas economias centrais
e
um esforço contínuo e forte, com alguns sobressaltos, dos governos
para equilibrar as contas públicas. Acreditamos que em alguns
momentos os indicadores macroeconômicos e as sinalizações dos
governos estarão combinados de uma forma mais positiva e em outros,
mais preocupantes.
Atribuímos a probabilidade de cerca de 70% para a concretização
desse cenário básico, no qual, o euro oscilará no intervalo de
US$.1,30 a US$.1,40 e o real entre US$.1,70 a US$.1,90, mais ou
menos
valorizadas, conforme essa combinação penda para um dos lados.
Veja, no anexo, a nossa análise completa e os destaques
internacionais e locais para a semana.


Miriam Tavares Diretora de Câmbio
AGK Corretora de Câmbio S.A.

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